Patologias - Dr. Thiago La Falce

Patologias

O médico vascular é capaz de identificar sintomas, diagnosticar e tratar todas as doenças ligadas ao sistema vascular e endovascular, desde as mais simples até as mais complexas.

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Aneurisma Arterial

Aneurisma arterial é a dilatação anormal e permanente de uma artéria, provocada pelo(a) alteração estrutural (enfraquecimento) de suas paredes, trauma ou alguma doença vascular, podendo ser seguida de ruptura ou oclusão do vaso acometido (total do vaso sanguíneo).

 

Tipos

Os tipos mais comuns de aneurisma arterial são:

  • Aneurisma de aorta abdominal
  • Aneurisma da artéria poplítea
  • Os locais mais comuns de ocorrência do aneurisma são: aorta, cérebro, intestino, baço e na parte de trás do joelho (artéria poplítea).
 

Sintomas

Os sintomas dependem do local onde ocorreu a dilatação e/ou ruptura. Se for próximo às camadas superficiais da pele, o paciente pode apresentar inchaço, dor e até um “caroço” na região. Já os aneurismas internos, principalmente no cérebro, muitas vezes não causam sintomas aparentes, somente quando há ruptura do vaso sanguíneo.

Caso haja rompimento do aneurisma, o paciente pode apresentar dor, pressão arterial baixa, aumento da frequência cardíaca e vertigem. Nesses casos, a taxa de mortalidade aumenta consideravelmente.

 

Prevenção

Algumas formas de prevenção dos aneurismas arteriais são o controlar a pressão arterial, possuir uma alimentação saudável e balanceada, praticar exercícios regularmente, manter o colesterol dentro dos níveis aceitáveis e não fumar.

Existem aneurismas que são causados e originados da parte genética e nesse caso não é possível a prevenção.

 

Tratamento

Os tipos de tratamentos também dependem do tipo de aneurisma, da sua proporção, do local onde ocorreu e se há rompimento. Caso não haja rompimento, o tratamento consiste na administração de medicamentos para controlar a pressão arterial e procedimentos para evitar a ruptura da artéria. Se a artéria se romper, o paciente precisará de cuidados médicos emergenciais, e a taxa de mortalidade aumenta consideravelmente.

Doença arterial oclusiva periférica

A Doença arterial oclusiva periférica (DAOP) é caracterizada pelo estreitamento e endurecimento das artérias que transportam o sangue para os membros inferiores do corpo, como pernas e pés. Essas vias ficam obstruídas pelo acúmulo de gordura (aterosclerose), cálcio ou outros elementos em suas paredes, fazendo com que o fluxo sanguíneo fique prejudicado e podendo causar complicações.

 

Causas

A causa mais frequente da Doença arterial oclusiva periférica é a aterosclerose, que apesar de ser mais comum nas artérias do coração, também afeta outras regiões do corpo. Quando a área atingida é a dos membros inferiores, essa doença recebe o nome de doença arterial periférica.

Em alguns casos, o fechamento (oclusão) das artérias pode ocorrer por conta de alguma lesão sofrida nos membros inferiores, inflamação dos vasos sanguíneos, problemas congênitos nos ligamentos e músculos dos membros e até exposição à radiação.

Existem, ainda, os fatores que aumentam o risco da doença: tabagismo, diabetes, obesidade, hipertensão, colesterol alto, idade avançada e histórico familiar.

 

Sintomas

Muitas vezes, pessoas com a doença arterial oclusiva periférica apresentam sintomas leves ou até mesmo nenhum sintoma, porém, em alguns casos, há presença de dor nas pernas ao caminhar (claudicação intermitente).

Outros sintomas que podem ocorrer são: claudicação intermitente, dormência e fraqueza nas pernas, feridas que não cicatrizam nos dedos, pés ou pernas, mudança na cor das pernas, perda de pelo, crescimento mais lento das unhas dos pés, pulsação fraca nas pernas e disfunção erétil (nos homens).

Se a doença se desenvolver ainda mais, a pessoa poderá apresentar dor até mesmo em momentos de repouso ou enquanto dorme.

 

Prevenção

Para prevenir o surgimento da doença arterial oclusiva periférica, é preciso manter um estilo de vida saudável. Algumas medidas para diminuir os riscos são: parar de fumar, praticar exercícios regularmente, evitar alimentos com gordura saturada, manter o peso adequado, diminuir os níveis de colesterol e pressão arterial e, para diabéticos, manter o índice glicêmico sob controle.

 

Tratamento

O tratamento para as doenças arteriais oclusivas periféricas possui dois estágios:

No 1º estágio, o médico busca controlar os sintomas para que o paciente volte a realizar as atividades diárias. O 2º estágio consiste em interromper a progressão da aterosclerose em todo o corpo, para reduzir o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC).

Feito isso, o Cirurgião Vascular ou Angiologista indica a necessidade de uma Angioplastia, cirurgia realizada para desobstruir as vias. A desobstrução é feita através de um cateter com um balão na ponta, que é inserido na artéria obstruída juntamente com uma estrutura chamada “stent”. O balão é inflado, ajudando no fluxo sanguíneo, e o stent é colocado, para impedir que a artéria feche-se novamente.

Varizes

Se você tem mais de 40 anos, provavelmente já as viu; aquelas pequenas veias roxas que parecem surgir repentinamente nas suas pernas (varizes por definição são veias alongadas, tortuosas e dilatadas, sendo assim as pequenas veias roxas podem fazer alusão aos vasinhos). As veias levam o sangue dos braços e pernas de volta para o coração. Como as veias trabalham contra a ação da gravidade, elas têm válvulas que permitem que o sangue siga, mas não retorne de onde saiu imediatamente. Suas pernas e braços têm dois grandes tipos de veias: superficiais e profundas. As superficiais são mais próximas à superfície da pele e são mais visíveis. As profundas estão localizadas próximas aos ossos e estão cercadas de músculos. Exercícios de contração dos músculos das pernas e braços ajudam o fluxo sanguíneo das veias.

Veias varicosas são veias superficiais dilatadas e deformadas. Geralmente, estão localizadas nas panturrilhas ou coxas e se desenvolvem por causa de defeitos nas válvulas e fraquezas na estrutura da parede das veias. Como estão sujeitas à ação da gravidade, as veias continuam a dilatar em com o tempo, ficam deformadas.

 

Causas

Veias varicosas e seus sintomas são geralmente resultado da doença do refluxo venoso, que se refere ao fato do sangue não conseguir fluir para o coração e retornar para baixo, em vez de ir para cima, de volta para o coração.

Os fatores mais importantes que levam ao surgimento das varizes são: hereditariedade, permanecer em pé por longos períodos de tempo, idade avançada, ser mulher e ter passado por múltiplas gestações.

Sintomas

As varizes podem ser inteiramente livres de sintomas e não causar nenhum problema de saúde. Porém, quando são sintomáticas, causam inchaço nos tornozelos e pernas, fadiga, dor, cãibras e até mesmo coceiras. Depois de um longo tempo, as pessoas podem desenvolver úlceras varicosas.

Prevenção

Não é possível impedir totalmente o aparecimento das varizes, porém, há maneiras de melhorar a circulação e diminuir as chances de desenvolver complicações, como praticar exercícios, manter o peso saudável, consumir alto teor de fibras, reduzir o consumo de sal, evitar saltos altos ou sapatilhas e meias apertadas, elevar as pernas e evitar ficar muito tempo na mesma posição.

Tratamento

Atualmente, novos tratamentos minimamente invasivos têm sido desenvolvidos para reduzir a necessidade de cirurgia. Alguns dos principais são a escleroterapia, a crioescleroterapia, o laser e a radiofrequência. Além destes, também existe a cirurgia de varizes.

Trombose Venosa Profunda (TVP)

Trombose Venosa Profunda (TVP) se refere à formação de coágulos sanguíneos em uma ou mais veias do corpo. A maioria dos casos ocorrem nos vasos das coxas ou pernas, mas também podem acontecer em outras partes do corpo. Diferentemente dos coágulos mais superficiais, os coágulos da trombose venosa profunda podem se desprender e movimentar pela corrente sanguínea, podendo chegar à diversas partes do corpo, como coraçã, o e pulmão por exemplo. No caso do pulmão (se chegar ao pulmão), é capaz de causar uma condição chamada (embolia pulmonar) tromboembolismo pulmonar (TEP), que se não tratado precocemente representa alta taxa de mortalidade (é quase mortal).

 

Causas

A trombose venosa profunda ocorre quando há formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias grandes das pernas e coxas, causando bloqueio no fluxo sanguíneo, inchaço e dor na região afetada.

Existem alguns fatores que podem aumentar consideravelmente o risco da formação de coágulos sanguíneos: permanecer sentado, deitado ou em repouso por muito tempo, traumas nas veias, gestação, pílulas anticoncepcionais, insuficiência cardíaca, infecções gastrointestinais, obesidade, sedentarismo, idade avançada, hereditariedade, tabagismo e até mesmo alguns tipos de câncer.

Deve-se lembrar das causas hereditárias que ao menor estímulo externo podem levar ao quadro de trombose venosa profunda.

 

Sintomas

Metade das pessoas com trombose venosa profunda não têm nenhum sintoma até o coágulo se desprender. A outra metade têm alguns sinais, como o inchaço, aumento da temperatura, vermelhidão e dor na perna ou no local dos vasos afetados.

No caso de uma embolia pulmonar, os sinais da complicação, que exige cuidado médico imediato, são dificuldade repentina para respirar e falta de fôlego, batimentos cardíacos acelerados, tossir sangue, dor no peito ao respirar ou tossir, pressão baixa e até mesmo desmaio.

 

Prevenção

Para se prevenir da formação de coágulos sanguíneos, são necessárias algumas medidas, como evitar ficar em repouso por longos períodos, exercitar as pernas, não usar roupas muito apertadas, manter o peso adequado, consumir alimentos saudáveis e praticar atividades físicas.

 

Tratamento

O objetivo do tratamento pode ser dividido em três estágios diferentes: impedir o crescimento do coágulo, evitar seu avanço para outras partes do corpo e reduzir as chances de recorrência da trombose venosa profunda.

Para cumprir esses estágios, o médico vascular pode indicar o uso de medicamentos anticoagulantes para diminuir a coagulação e afinar o sangue, ou sugerir uma intervenção cirúrgica, que consiste em inserir filtros na maior veia do abdômen para impedir que os coágulos se desloquem para os pulmões.

Pé diabético

Pé diabético é um tipo de complicação do Diabetes Mellitus que ocorre quando uma região machucada ou infeccionada nos pés apresenta uma ou mais úlceras.

 

Causa

O aparecimento da ferida está relacionado principalmente aos níveis de glicemia causados pelo diabetes e pode ser complicado em casos de Doença Arterial Obstrutiva Periférica associada. Se não forem tratados de forma acertiva as feridas podem levar a complicações como sepsis e até a perda do membro afetado.

 

Sintomas

O principal sintoma é o surgimento de úlceras nos pés, que se não forem tratadas com certa rapidez, podem causar amputação de dedos e até mesmo do pé todo.

 

Prevenção

As formas de prevenção são as mesmas utilizadas para o diabetes: manter o peso adequado, evitar vícios como alcoolismo e tabagismo, controlar a pressão arterial, evitar medicamentos que possam prejudicar as funções do pâncreas e praticar exercícios regularmente.

Os pés devem ser inspecionados diariamente em busca de pequenas feridas, bolhas, vermelhidão, alterações nas unhas, mudanças no formato e proeminências ósseas.

Também deve-se ter cuidado na escolha dos calçados, dando preferência para aqueles que são macios, leves e moldados na forma dos pés.

 

Tratamento

O tratamento do pé diabético, na verdade, é o mesmo adotado para o diabetes, que consiste em controlar os níveis de açúcar no sangue através da insulina e outros tipos de medicamento. Além disso, o paciente precisará de avaliações da circulação nos membros inferiores feitas por um Cirurgião Vascular e verificação dos ossos do pé feita por um Ortopedista.